terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mulher no mercado de trabalho

A situação da mulher no mercado de trabalho tem melhorado se considerarmos as últimas décadas, mas ainda está distante do ideal; e essa situação piora quando a mulher se torna MÃE.

Se a mulher já trabalhava antes de engravidar, vem os primeiros dilemas: largar o emprego depois do fim da licença maternidade ou continuar trabalhando? Se retornar ao trabalho, com quem deixar o bebê: mãe, sogra, babá, creche...? Se optar por deixar o emprego, quem vai sustentar? O marido? Mas e se não for casada? Vai morar com a mãe? E isso é só o estopim.


Conciliar carreira, maternidade e realização pessoal nem sempre é fácil porque em qualquer opção há que se abrir mão de alguma coisa. Trabalhar depois da maternidade pode ser uma necessidade. O custo de vida não é barato e com filhos sempre gasta-se mais dinheiro: remédios, fraldas, escolas etc.

Há mulheres que escolhem trabalhar fora depois de terem filhos simplesmente para não "pirar"; porque precisam ter uma vida própria, às vezes nem tanto pelo dinheiro em si, mas para se sentir um pouco mais independente, mais "livre", além de ser reconhecida por sua competência profissional (já que muitas vezes - senão todas - o trabalho doméstico, de cuidar da casa e dos filhos, não recebe os devidos méritos).

É fato que, independente da escolha que fizer - trabalhar fora ou ficar em casa, a mulher abrirá mão de algo. Ou manterá sua carreira e passará menos tempo com seu filho - nesse caso, a qualidade do tempo será mais importante que a quantidade (afinal de contas, de que adianta passar o dia "fisicamente" com ele, se estará entediada, deprimida ou sei-lá-mais-o-que, e não fará uma interação adequada com a criança?) - transferindo para a creche, para a babá ou para as avós a tarefa de educar; ou abandonará o emprego e cuidará de pertinho da criação e educação do filho, assistindo a cada conquista, acompanhando cada passo do desenvolvimento, e correndo o risco de um dia se arrepender por não ter voltado ao mercado de trabalho.

Não há escolha certa ou errada. Cada mulher tenta encontrar o melhor caminho de acordo com sua realidade, seus desejos, suas necessidades. O ideal era conseguir encontrar um meio termo: ficar um período maior com o filho sem precisar deixar de trabalhar, abandonar a carreira ou desfalcar o orçamento familiar; mas, infelizmente, este ideal ainda está distante da realidade, pelo menos da maioria das mulheres mães.

Outro fator que dificulta ainda mais o momento da maternidade é a visão do empregador, que pensa no aumento do seu custo em contratar uma mulher com filhos. Sim, muitos empregadores fazem as contas e acabam desistindo de contratar alguém que, além de custar mais caro, ainda tem mais chances de faltar ou deixar o trabalho por um período do dia para cuidar do filho doente ou para resolver algum problema na escola, por exemplo.

É por essas e outras que as mulheres mães estão cada vez mais se tornando empreendedoras, donas de seu próprio negócio e de seu tempo, em busca de um equilíbrio entre carreira, maternidade e realização pessoal.

* Este post faz parte da blogagem coletiva proposta pela Carolina Pombo, do blog What Mommy Needs, que postou aqui.


E tem mais gente participando:
Vinhos, viagens, uma vida em comum... e dois bebês!
Aleitamento Materno Solidário Brasil
Mãe de Duas
Um Blog de Mãe

Imagens daqui.


16 comentários:

  1. Olá!!!

    Adorei seu blog!!!

    Ja estopu te seguindo....

    http://simararosado.blogspot.com/

    BeijO!

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  2. Oi, Simara! Fico feliz em saber que gostou e deixou seu comentário. Obrigada!

    É, Mari, estaMOS nessa luta, e pelo jeito não somos poucas, não é mesmo?

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  3. Oi SIlvia,
    conheci o seu blog através do grupo do facebook.
    Adorei.
    Agora estou no trabalho, depois vou ler com mais calma. Mas adorei os cupcakes, a questão da ética na escola. Sabe que eu vi uma escola aqui no rio anunciando aula de filosofia na pré-escola?
    Bom, depois vou entrar com calma.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamae.blogspot.com/

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  4. Perfeito Silvia! Eu acredito que seja mesmo uma tendência a aos poucos, a maternagem voltar com força total!!! Beijs e parabéns!

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  5. Seja bem vinda, Chris! Ih... Essa história de ética ainda vai dar o que falar... Que bom que gostou! Volte sempre!

    Simone, assim como a moda, outras coisas também funcionam como um ciclo e acabam por retomar visão "antigas", porém remodeladas. Acho que isso pode acontecer com o papel da mulher mãe no mercado de trabalho.

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  6. Tem que ser tão complicado? Nossa são tantas questões? Que só de pensar fiquei tensa. rsrrs

    Ana Carolina
    www.quasemaepai.blogspot.com

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  7. Pois é, Ana Carolina, não deveria ser tão complicado assim. Mas a sociedade e o mercado de trabalho acabam por nos colocar em uma espécie de "paredão". Seria o BBB da vida real? :/

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  8. É VERDADE, IMAGINO MESMO COMO AS COISAS PARA UMA RECENTE MÃE DEVEM SER COMPLICADAS NO CAMPO PROFISSIONAL...

    ...COINCIDENTEMENTE, EU POSTEI ALGO SOBRE A MATERNIDADE LÁ NO BLOG!

    BJS,
    www.vemaquinomeublog.blogspot.com

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  9. Oi Silvia, obrigada pela participação! Estou adorando essa onda de mulheres mães batalhando por um mundo melhor! Beijo

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  10. Silvia, penso sempre no caminho do meio.
    Acho que devemos falar e blogar pela valorização do trabalho de meio período, coisa quase que inexistente no Brasil...

    Beijos

    Priscilla

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  11. Silvia, gostei muito como abordou esse dilema materno. E é exatamente assim.
    Eu dei stand by no trabalho para cuidar da cria, e vou fazer caminho inverso agora que a Yasmin irá para escola. Já conheço as delícias e sofrimentos de um lado do campo, agora vou desbravar o outro... rs
    Estamos te seguindo lá do verdadesdemae.blogspot.com
    bjk

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  12. Oi Silvia, olha já passei pelos dois lados, já trabalhei fora em uma empresa, já tive meu próprio negócio, tudo com filho pequeno junto e agora optei por ficar em casa com a minha outra pequena, acho que posso curtir de perto tudo que não curti com o Antônio. Sempre vamos abrir mão de algo, trabalhando fora ou estando em casa. Beijocas pra ti.

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  13. Carolina, acho que isso é o mínimo que podemos fazer por enquanto. De grão em grão... chegaremos lá!

    Sim, Priscilla, um horário de trabalho flexível e de meio período seria boas opções.

    Ioly, boa sorte em sua nova jornada! Cada escolha tem aspectos diferentes e precisamos mesmo buscar o que combina mais com nossas necessidades, não é verdade? Gostaria de ter tido coragem de optar por deixar o trabalho e ficar com minha filha pelo menos até uns 2 anos. Mas acho que mesmo em casa levaria para a creche por um período menor porque acredito nos benefícios pedagógicos e sociais da creche. Porém, tive muito medo de não conseguir voltar ao mercado de trabalho depois desse tempo... (também já te seguia!)

    É verdade, Cristina, toda escolha tem sacrifícios. Você, com essa experiência diversificada vai poder comparar e avaliar qual foi a melhor escolha no seu caso. Acho que, como tudo na vida, tanto ficar em casa como trabalhar fora período integral tem seus prós e contras. Obrigada pela participação!

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  14. Oi Silvia!!! Gosto de ler o que escreve. Realmente temos que conviver com esse grande dilema. Sou professora e trabalhava o dia inteiro, depois que a minha filha nasceu, isso se tornou um grande problema para mim, principalmente quando decidi fazer engenharia,ano passado. O que tive que fazer? largar um turno do meu trabalho,(felizmente a profissão permite uma flexibilidade de horários e turnos), para cuidar da Verena, pois eu ja estava me sentindo culpada em deixá-la sozinha nas mãos de avós e empregada já que eu não tenho babá. Aí meus dias ficaram assim: trabalho pela manhã, antes de ir ao trabalho deixo minha filha na escola, fico à tarde com ela e à noite, depois que o pai chega, saio para faculdade, assim tenho uma rotina corrida...
    Afinal, somos mulheres, somos lutadoras!!!!
    Bjs
    http://princesaverenissima.blogspot.com/

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  15. Adoro sua visita, Veronica! É um dilema e tanto mesmo... Legal você ter tido opção do horário flexível. Isso seria ideal para todas as mães. Assim, permitiria acompanhar a cria mais de perto, sem deixar de se realizar profissionalmente ou largar a empresa na mão.

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