segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fase da impaciência

Recebo todos os meses, em minha caixa de e-mail, o Informe da Revista Crescer com informações sobre desenvolvimento infantil. E o último foi tão bom que resolvi escrever um post sobre o assunto. O tema do informe foi "Haja paciência", referindo-se a crianças de 1 a 2 anos.


Tudo é novidade. E o que é perigoso sempre atrai mais. Sempre vejo mães comentando que os filhos são atraídos por escadas, quinas, tomadas, botões do fogão etc. É uma época incrível de exploração, descobrimento, fascinação com tanta novidade.


Mas, com isso, vem também a ansiedade, a impaciência. com pressa em descobrir o mundo, eles acabam ficando sem paciência para coisas simples como trocar de roupa, sair do berço, abrir a porta, pegar um brinquedo que caiu atrás do rack da TV ou embaixo do sofá... Tudo tem que ser na hora, naquele exato segundo.

E o informe da Revista Crescer diz exatamente o seguinte: "É nesse momento que começa um novo desafio para os pais: o de ensinar o filho a esperar. De quebra, os adultos aprendem a ter ainda mais paciência." E haja paciência mesmo! Porque para quem segue a filosofia de educar sem bater, tem que ter MUITA paciência; mas, quer saber, vale a pena. Sei que só colherei os frutos bem mais à frente, mas prefiro dizer NÃO à violência, a começar na nossa casa, nosso lar.

Bom, e com a impaciência das crianças, sempre vem o bendito choro (e no meu caso, é um choro e tanto, digno de novela mexicana - minha filha é muito dramática quando chora!). E com o choro, quase sempre irritante aos ouvidos cansados dos pais, vem a vontade de ceder, fazer a vontade, só para ter "paz". Algo considerado arriscado à educação no futuro breve.


Claro que não estou falando do choro de dor, de quem quer um colinho pra dormir melhor; mas sim sobre o choro de uma "gente pequena" que precisa aprender que tudo na vida tem um momento, que nada acontece simplesmente porque ela quer, enfim, que ela precisa aprender a esperar e a se frustrar.

Sim! Porque se a criança não experimentar situações negativas (não pode agora; sobremesa só depois do "papá" etc etc etc) agora, como vai aprender a lidar com a frustração? Sabemos bem que o mundo lá fora não fará todas as vontades de nossos filhos, nem será condecente com suas birras e pirraças, certo?

Quem disse que é fácil? Quem ousa dizer que existe uma fórmula mágica para conseguir domar as ferinhas? Quando a situação aperta, resta-nos buscar ajuda ás avós, titias, amigas mães, profissionais da saúde e educação, além é claro da nossa maravilhosa intuição de mãe!

Para finalizar, quero repassar aqui algumas dicas contidas no e-mail:

- Nunca se desespere com a criança, pois o choro causado pela frustração é saudável e faz parte do desenvolvimento.

- Tente distraí-la com alguma brincadeira, que logo o choro dará lugar a deliciosas risadas.

- Lançar mão de alguns recursos, como cantar, pode ser saudável. Televisão, não!

Imagens daqui.

16 comentários:

  1. Silvia, sabe que lendo seu post me veio a idéia de que o crescimento é tanto da criança quanto dos pais, que também aprendem muito...

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  2. As crianças têm sem duvida que aprender a esperar... para um dia serem adultos capazes e pacientes... esta fase é super complicada.
    Venha paciência, calma e muita dedicação :)

    bjo

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  3. Respirar fundo e contar até 1000000...

    rsrrsr

    BJKS

    Ana Carolina
    quasemaepai.blogspot.com

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  4. Querida, belo post. Não sou mãe mas já vi os arroubos infantis desta fase. É dureza, viu! aff... mas vc tá indo pelo bom caminho. Ensinar a lidar com a frustração, minha cara, é pra poucos e bons. É apostar na chance de ter um adolescente menos revoltado e um adulto mais ajustado no futuro. Isso é MUITO IMPORTANTE. Saber que não pode fazer certas coisas mas MESMO ASSIM, se é muito amado. Boa sorte. Acho que a pequena Amanda tá em boas mãos. :-)

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  5. Fato, André! Os pais aprendem junto com os filhos, não só nessa fase, eu acho, mas durante todo o resto de nossas vidas. É uma troca constante de sentimento e aprendizado.

    Com certeza, Sofia! Uma fase importantíssima... e precisamos mesmo ter muita força de vontade porque ceder às birras é tão mais fácil... (agora, né? porque depois... Aff!) Enquanto isso, permaneço na luta! ;)

    É isso mesmo, Ana! Contar até o infinito às vezes! hahahahaha

    Nossa, Shi! Obrigada pelo carinho e reconhecimento! Realmente não é uma tarefa simples e exige muita disciplina nossa para conseguirmos educar bem. Mas todo sacrifício vale a pena! Beijo no coração!

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  6. Oi Silvia, boa noite! Achei seu blog no Super Duper e já estou te seguindo. É bom sabermos um pouquinho de cada coisa, né. Mas posso te pedir um favor? Não fica brava comigo não com o que vou dizer aqui, tá, mas eu dou umas palmadas na minha filha!!! Não é sempre e nem é de espancar não. Dou umas chineladas no bumbum dela de vez em quando sim. Principalmente quando a minha paciência já foi pro espaço. Sou totalmente contra violência, mas não sou contra as palmadas em crianças não. Não acredito que isso possa fazer mal a eles. Veja bem, não estou falando de bater, espancar, esmurrar, machucar, ferir... estou falado de uma palmada e só. Penso que tem momentos que só o diálogo não resolve não. Sei que posso estar totalmente errada com esse meu pensamento, mas é assim que eu penso. Eu não saio dando palmadas nela a torto e a direito não. Converso muito, explico, coloco de castigo, dou amor, carinho, proteção... tudo e mais um pouco, mas tem hora que a danadinha sai de todos os limites... e eu sinceramente perco a paciência. E todas as noites, antes de dormir, quando faço minhas orações peço pra Deus paciência e tolerância. Desculpe se estou agindo errado, mas ser mãe é uma coisa muito muito muito extremamente difícil. Ter filhos para largá-los com babá, em escolinhas e creches o dia todo é a coisa mais fácil do mundo. Mas ser mãe em tempo integral não é pra qualquer uma não. Todo dia aprendo um pouco... Eu amo a minha filha e de longe ela é a coisa mais importante que me aconteceu na vida e queria mesmo não ter que dar palmadas nela porque eu sofro cada vez que tenho que fazer isso. Choro e fico me sentindo a pior mãe do mundo. Mas o que posso fazer pra não ter que chegar a esse extremo? Tem alguma dica pra isso?
    Gde bj da Fabi.

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  7. Ai flor, nem me fale.
    Eu passei maus bocados com GG numa fase terrível que ela teveantes dos 2 anos.
    Quase pedi arrego... rs
    Haja paciênciaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
    kkkkkkkkkkkkk
    Mas depois que passa e que a gente vê que conseguiu lidar sem ter que tomar atitudes das quais nos arrependeriamos, é tão gratificante né?
    BJoooooo

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  8. Tenho que confessar, à vezes choro junto... rs
    Qdo não é saudável ou seguro oferecer o que ela quer e não consigo tirar sua atenção do problema, choro também... rs
    bjk

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  9. É, nem me fale em choro viu? Meu filho já chorou muitoooooooooooooo...
    Adorei seu blog...Vou seguir vc...

    Passa lá no nosso cantinho!!!

    Seu filho é fofoooooooooooooo
    Beijo

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  10. Fabi, não a levo a mal. Cada um tem sua vida e seu jeito de vive-la. Não concordo com seus argumentos, mas respeito sua escolha. Engraçado porque fica bem claro no seu próprio comentário que você só dá uma palmada quando perde a paciência. Percebeu? A palmada não corrige mesmo, ela é apenas uma válvula de escape de NOSSA tensão, impaciência, agitação e nervosismo. E não uma forma de educar a criança, entende? No máximo vai fazer com que a criança sinta medo dos pais e não respeito. São coisas diferentes. Claro que já me senti no limite com minha filha e tenho certeza que passarei por momentos piores ainda com ela (se continuar pirracenta, então... tô frita!), mas mesmo assim sou contra bater, e isso inclui palmadas. Irrito-me com facilidade e isso é um problema para mim. Peço sempre a Deus que me dê paciência, mas já aprendi que Ele nem sempre dá exatamente o que precisamos, mas proporciona uma forma de conseguirmos o que queremos; logo, se quero paciência, Ele me aproximou de pessoas com as quais preciso ser paciente... É difícil, mas sigo tentando. E ser mãe, Fabi, é algo complicado mesmo. Você não está sozinha nessa, viu? Um beijo carinhoso e obrigada por seguir!

    Bom ler seu depoimento, Nai, porque sempre vemos a outra família e achamos que lá é tudo mais fácil, né? Mas nos enganamos. Toda família tem um problema, igual ou diferente do nosso, não é mesmo? Espero ter forças para passar por essa fase de modo mais tranquilo possível! rsrs

    Puxa! Sério, Ioly??? Ai, ai, ai... Não choro não, mas às vezes me dá peninha também quando nego algo a ela. Coisa de mãe, né?

    Paulinha!!! Também estou com saudades. Aos poucos vou retornando à blogosfera.

    Obrigada pela visita e pelo comentário, Mãe do Gui! Mas esse menino da foto não é meu filho não... rsrsrs Ainda não tive coragem de tirar uma foto da minha sapequinha chorando!

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  11. Oi Silvia, como vai? Que bom que respondeu ao meu comentário e melhor ainda que encontrou o meu blog e passou por lá pra me visitar também. Essas visitas são sempre muito bem vindas e me deixam muito felizes. Obrigada. E quanto aos filhos... de fato é bem isso que você colocou: Deus nos coloca nas situações em que precisamos ser pacientes, tolerantes, etc e etc. E é verdade também que só dou a palmada quando perco a paciência!!! Que coisa de louco, né. Mas a gente vai aprendendo mesmo, todos os dias. Um grande beijo e obrigada pelas palavras.

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  12. Já falei que amoooooooooo o nome do seu blog?

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  13. Obrigada a você, Fabi, que enriqueceu meu post, meu blog com seu comentário, sua participação! Volte sempre!

    Não falou, não, Mãe do Gui!!! Que ótimo! Obrigada!

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  14. Silvia... teu post (e a foto do alemãozinho!) são a CARA do Caio. Show de bola!
    Estou seguindo. Bjs
    Paulo
    www.incubandoideias.blogspot.com

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  15. E como é duro esse fase da impaciência...o meu não quer nem trocar a fralda, fica agoniado como aquilo fosse demorar horas...e pra demonstrar isso, além de chorar se bate :(
    Mas vamos lá...eu começo a cantar, explico que vai já terminar e quando termino, digo pra ele que agora pode sair e quem tempo pra tudo!

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A melhor parte é o bate-papo... :)

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