sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ser mãe... Sou mãe! (Blogagem Coletiva) #MaternidadeReal

Como usuária do Método da Ovulação Billings, tive a certeza da concepção nos dias seguintes ao ato em si. E desde então me preparei para a grande aventura que seria a maternidade. Comprei revistas, pesquisei em sites, conversei com amigas, fiz novas amigas grávidas e mães, além, é claro, de todo preparativo que antecede o parto: visitas à ginecologista obstetra (havia escolhido poucos meses antes de engravidar), exames médicos, organização do chá de fraldas etc etc etc. Até aqui tudo tranquilo e comum.

Só que muitas coisas "reais" que acontecem com a gente, parecem esquecer de nos contar, ou se contam, fica pela metade. Quer dizer, escondem os momentos difíceis. Uma prima minha foi uma das poucas que já foi logo me preparando para a possibilidade de fissuras e rachaduras no peito durante a amamentação, com dicas e principais cuidados.

Enjoei muito durante os 3 (longos) primeiros meses, mas vibrei com a primeira ultra, quando meu bebê era do tamanho de um grão de arroz e seu coraçãozinho já batia tão forte, que parecia ter herdado o talento do pai como baterista.


Sofri com o peso da barriga, ainda mais por causa da escoliose, com o empurra-empurra do metrô e os saculejões do trem. Definitivamente, não gostei de trabalhar fora durante a gravidez. Porém, vibrava com cada movimento contorcionista da minha filhota, o que deixava minha barriga extremamente torta e feia (rs).

Escolhi parto cesárea e fui feliz com minha escolha. Minha bolsa estorou exatamente no momento em que me sentei para tomar a anestesia. Comecei a chorar de emoção, pois percebi que embora o parto tivesse sido marcado, minha filha viria no momento dela.

Tivemos dificuldades - eu e ela - em pegar o jeito na hora da amamentação. Tive fissuras que doíam horrores! Precisava ficar mordendo uma toalhinha para morder e não gritar de tanta dor. Pensei em desistir. Mas com apoio da família e de uma amiga em especial, consegui forças para continuar. E valeu a pena! Amamentar é um momento incrível...

Ao contrário do que muitos diziam, devido ao meu físico franzino e magrelo, tinha leite para dar e vender; e minha pequena sugava tudo o que podia, mas depois de um tempo não parecia suficiente para ela. Esfomeada como o pai! (rs) Passei a complementar com leite artificial - sem culpa - uma vez por dia, geralmente 30 ou 60 ml.

Com dois meses, tive a crise da vesícula e enfrentei uma dieta zero gordura, o que prejudicou minha alimentação em relação a amamentação. O leite materno diminuiu e o artificial passou a ser tomado em maior quantidade. Fiquei triste, mas não tinha outro jeito.

Operei e quando cheguei em casa ela mamou pela última vez, com 3 meses de vida, e não quis mais pegar o peito. Chorei. Com o apoio da minha mãe compreendi que não era culpa minha e que tinha feito o que pude, na verdade, até mais porque muitos nem acreditavam que conseguiria amamentar.

A licença maternidade iria acabar e precisava prepará-la para a creche. Comecei com papinha de fruta aos 4 meses. Com 5 foi para a creche e se adaptou bem. Alimentação nunca foi problema para minha pequena comilona.

Apresentei-a à chupeta no primeiro mês de vida, mas só para dormir. É assim até hoje. Sem arrependimentos. Ensinei-a a dormir em lugares distintos: carrinho, cama e berço. Se dei colo? Sim, muito, mas não quis acostumá-la a dormir no colo. Seria muito complicado para sua adaptação à creche.

Enfim, fiz e faço tudo o que for possível para que minha filha seja amada e cresça feliz. Sei que não a crio para mim, mas para o mundo. Carinho nunca vai faltar. E disciplina também não. Ser mãe não é fácil... Exige completa doação do coração. E nos transforma em mulheres mais fortes e mais sensíveis; e nos traz de volta nosso lado criança ao mesmo tempo em que fortalece nosso lado responsável. Uma mistura de sentimentos e sensações, nem sempre alegres.

Que mãe nunca se perguntou se seria ou está sendo uma boa mãe? Que mãe não se viu entre a cruz e a espada quando teve que voltar ao trabalho, sem poder curtir mais um pouquinho seu filhote? Nem toda mãe volta a trabalhar porque quer. Muitas precisam, como meu caso. E não sou menos mãe ou pior mãe por isso. Brinco, amo, ensino, chamo a atenção, durmo junto, aplico rotina... Faço meu melhor e somos felizes. Quer dizer...


A ideia desta blogagem coletiva veio da viajada Carol Passuelo.

12 comentários:

  1. Muito legal seu texto, me identifiquei completamente! Acredita que eu tbm tive crise de vesícula?! só que ainda estava gravida de 7 meses e tive que fazer dieta zero mesmo, pois se tivesse mtas crises teria que entrar na faca e corri o risco do Heitor ter que nascer antes do tempo por causa da cirurgia.
    Depois pesquisei e descobri que é até comum grávidas desenvolverem problema na vesícula, acredita?!
    desculpa, me empolguei...
    Bjos!!

    www.devaneioslunares.blogspot.com

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  2. Imagina, Lua! Adoro comentários-posts! rsrsrs
    Pois é, também descobri essa ligação da gravidez com pedras na vesícula; mais uma pegadinha dos hormônios...

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  3. Exato Silvia, que mãe que nunca se questionou?
    Não existe formula perfeita.

    Adorei o post.
    BJos

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  4. oi to te seguindo...me segue tambem!
    te conheci no face do mamães blogueiras.

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  5. É verdade, Nai...

    Obrigada pela visita, Fabiana! Já fui lá no seu bloguito. Bjos!

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  6. Fernanda, obrigada pela visita e pelo comentário!

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  7. Oi,Sil.Tbém usava o método Billings...muito real tudo q passou,eu tbpém sofri horrores para amamentar a Su,em compesação Daniel foi até os 3 anos sem uma fissura no peito...Bjs,linda e dia 30/04 tá chegando...bóra preparar os braços para abraçar muitoooooooo

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  8. Braços preparados e ansiedade a mil, Rô!

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  9. Olá, Silvia!
    Adorei seu texto reflexivo e realista, o que muitas vezs não é nos dito são todas as complicações neste ato maravilhoso que é ser mãe e quem nunca se questionou se realmente esta fazendo o correto, somos pessoas normais com todas as nossas dúvidas e inquietações, mas tbm somos mães que fazemos tudo por nossos fofifnhos.

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  10. Silvia, como é a falta de tempo , eu participei da blogagem mas não consegui ler todos os textos, agora me redimi!.

    Bem, sobre a blogagem coletiva do Livros e Afins, não tem regra, é só responder à pergunta e deixar o link aqui http://livroseafins.com/o-que-leva-voce-a-comprar-um-livro-respostas/

    bjs

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