terça-feira, 21 de junho de 2011

Perguntas que não calam #1

- Por que as pessoas apertam o botão do elevador para subir e descer ao mesmo tempo, se querem apenas descer?

- Por que insistimos em usar produtos abrasivos na limpeza da mesa do fogão, por exemplo, se os fabricantes sempre recomendam usar sabão neutro, água e esponja macia?

- Por que sempre perguntam se você estava dormindo, quando te telefonam de madrugada?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Arte com kit scrap: caderno personalizado

Preparei uma arte bem bacana usando um kit de scrap digital para fazer um
caderno com capa personalizada e presentear minha sobrinha.


E ainda incrementei com atividades e desenhos para colorir.
Não ficou uma graça?

Usei o mini kit scrap freebie Coruja do Armazém Criativo.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vaga para Analista de conteúdo júnior

Divulgando, abaixo, o perfil para vaga de analista de conteúdo júnior. Compartilhe, dê RT, indique para um amigo!


É exigido o ensino superior completo (ou cursando) em Comunicação, preferencialmente com habilitação em jornalismo.


REQUISITOS
  • Excelente redação.
  • Usuário avançado de internet.
  • Inglês básico.
  • Pacote Office (Word, Excel, Power Point).
  • Boa comunicação escrita e verbal.
  • Interesse pelo mercado de Internet.
  • Iniciativa e Pró-atividade.
  • Organização.

 DIFERENCIAIS
  • Inglês intermediário.
  • Gostar de acompanhar lançamentos de produtos no mercado, principalmente de tecnologia, eletrônicos e eletrodomésticos.
  • Conhecimento na área de e-commerce e varejo.

PRINCIPAIS ATIVIDADES:
  • Pesquisa de conteúdo na internet (sites, blogs, vídeos etc).
  • Revisão e redação de pequenos textos e artigos para site.

HORÁRIO:
9h às 18h, de segunda a sexta-feira

REMUNERAÇÃO:
A combinar + VT + Vale Refeição + Vale Alimentação + Plano de Saúde

LOCAL:
Leblon - Rio de Janeiro

SOBRE A EMPRESA
O Zoom (www.zoom.com.br) é um comparador de preços da Mosaico Negócios de Internet, uma holding de internet fundada em 2009 que possui como investidor a Globo Comunicação e Participações.

>>>ATUALIZAÇÃO EM 25/07/2011
Esta vaga já foi preenchida no início de julho. Obrigada!




Reprovação Escolar e Educação Brasileira - Parte 2

Como citei no post anterior, trago aqui opiniões de algumas mães e profissionais da educação a respeito da reprovação escolar e a progressão continuada. Cada uma com sua visão, partindo da experiência pessoal como professora comprometida, mãe participativa e cidadã comprometida.

Obrigada por aceitarem o desafio e colaborarem não somente para este post, mas para um debate importante acerca da educação brasileira!


"Eu nunca concordei com esta história de aprovação [automática]. Aliás acho que os alunos perdem um pouco da "obrigação" de estudar. Ele vai pra escola com uma idéia diferente, vou curtir, encontrar a galera. E ai já viu! Coitados dos professores. [...] Eu acredito que o "reprovar" não fará ninguém revoltado, pois passei por esta geração e não me vejo em nada uma revoltada ou cheia de problemas emocionais. Eu acho sim que o deixar fazer o que quer é que vai fazer um mundo oba-oba. [...] A educação depende de nós. O reprovar poderá sim criar uma responsabilidade a mais em nossos filhos. Pena que tenha que ser assim, punir para se conseguir um efeito positivo."
(Cátia Barros, mãe)

"Eu realmente não sou contra a progressão continuada. Talvez eu seja incomodada com a relação que a escola tenha com o aluno. [...] O sucesso da educação não depende de leis, projetos, livros didáticos, qualificações de professores, o sucesso depende unicamente da apreensão do conhecimento do aluno. Apreender significa compreender as coisas e não só aprender mecanicamente fórmulas e decorebas que não internalizam o conhecimento, mas condicionam o cérebro de milhares e milhares de crianças. [...] Não me iludo em achar que a progressão continuada termina no ensino médio, pois, estas mesmas universidades que formam os futuros substitutos do seu sistema, são as mesmas que também aprovam mecanicamente. Temos aí um círculo vicioso. A criança então, desde cedo, se condiciona a ideia de que não é preciso estudar tanto, já que passará de ano. O universitário não se aprofunda em seu conhecimento, porque o conhecimento dado a ele é pré-definido, mastigado. [...] Se nós, desde a primeira infância, incutíssemos a importância do conhecimento como visão de mundo e acima de tudo, como visão de descoberta de nós mesmos, ter ou não a progressão continuada não faria a menor diferença, pois o que realmente importaria era a singularidade de cada aluno, que os professores se esmerariam em formar e que toda a sociedade agradeceria por isso."
(Simone de Carvalho, mestre em Psicologia da Educação e mãe)

"[...] Há crianças que saem do 1º ano do fundamental sem conseguir ler. Há colegas que trabalham com séries iniciais e acreditam mesmo que a criança vá conseguir, no próprio ritmo, chegar ao objetivo. Só que nem sempre é o que acontece e eu mesma encarei alunos em escolas públicas, advindos de escolas particulares, que não acompanhavam atividades de biologia (aí, já ensino médio) porque não sabiam interpretar texto. Se a pessoa não consegue interpretar um texto na língua-mãe, vai ter problemas na vida prática, não apenas para conseguir efetuar uma atividade escolar de matemática ou biologia. Assinar um contrato de trabalho ou de compra da casa-própria será um problema!
Da mesma forma acredito que uma prática como a "dependência", como algumas escolas costumavam fazer, não fazia sentido. Um aluno reprovado em história do Brasil 1, por exemplo, precisa ter posse desse conhecimento para interpretar os fatos que se seguiram para poder compreender história do Brasil 2 [...]. Não considero justo, porém, se reprovarmos um aluno que é excelente na maioria das disciplinas e mediano em outras por causa de uma "matéria".
Só que, geralmente, os alunos com problemas na progressão continuada são os que estão globalmente com deficiências, e muitas delas poderiam ser sanadas com uma participação familiar na educação, e não no deixar a educação da criança [só] por conta da escola. Alunos cujos pais perguntam, se interessam pelas tarefas, auxiliam sem fazer pelas crianças, tendem a ser mais interessados e produtivos. Mas também há alunos que estão na escola por causa do bolsa-família ou algo parecido e que não têm outras condições ambientais para que sua escolaridade seja vivida em plenitude.
Uma criança que está na escola pra comer lanche e pra talvez ser o único da família que tem alguma escolaridade, uma repetência pode significar a família retirá-lo da escola para trabalhar. Aí vem o dilema do professor, porque a gente toma contato com toda a comunidade escolar e sabe um tanto da história de cada aluno. Como cortar o sonho dessa criança e dessa família???"

(Ingrid Strelow, professora e mãe)

"Como era de se esperar,o governo debate demais esse assunto da educação no ensino fundamental. Antigamente todos passavam e aprendiam,o porquê de hoje em dia nao se aprender? [...] Geralmente, os pais jogam essa culpa exclusivamente para o governo, mas será verdade? A sociedade em si tem um pouco de culpa por deixar que o governo patrocine esse tipo de "ensino".
Tornar nossas crianças burras está sendo esse tipo de ensino [com progressão continuada],que além de desinteressar os alunos, pagam mal aos professores, que em muitos casos encontram crianças com problemas familiares e não acham compensadora esta profissão, pois como passam de ano simplesmente por passar, tornam-se descomprometidos.
Agora,vendo por outro lado reprovar o aluno também não é certo, mas é o mais justo e o que sempre funcionou. [...] E vou um pouco mais longe, por que não trazer a familia para dentro da escola? Levar a sociedade a participar mais?Até mesmo a própria política e a TV que tanto influencia as criancas nos tempos de hoje?
[...] "Passar as crianças de ano" sem ao menos terem tido qualidade de ensino, elas saem semi-analfabetas, pois não temos alunos interessados, professores comprometidos, mas uma sociedade desatenta e um governo se lixando para os anteriores. Fico me perguntando se um dia veremos nossos filhos formados em faculdades federais, sem precisar antes disso passar por cursinhos...
Defendendo a pedagogia e indo contra a ideia do deputado Gastao Vieira (PMDB/MA), sou contra a opinião de que a culpa é da pedagogia do fracasso. Se ele, sendo uma pessoa pública, fala assim, significa que nosso governo vai continuar fracassado, pois se os "grandes" do poder público não acreditam [na educação], a população também deixa de acreditar e isso se torna uma roda viciante que nunca vai mudar.
Se eu fosse ele, diria que não há culpa específica, pois educação parte de todos:
- do governo (por má distribuição das verbas e permite que haja esse tipo de ensino)
- da sociedade (que acaba sendo omissa, desacreditada e pelo governo e pelo sistema)
- da mídia (que causa uma forte, senão a maior, influência na vida das pessoas)
- e das familias (por deixarem isso acontecer despercebido).
Acredito que por fim, existam pessoas capazes de fazer a diferença, que mesmo nessa educação falha de todos os lados, ainda exista esperança, e que deem oportunidade pra quem deseja melhorar tudo isso, pois vejo que quem faz algo pra mudar é o excluído, quem acomoda na situação é o aceito! Eu acredito num ensino melhor, quero fazer a diferença...

(Karen Vasconcelos, estudante de pedagogia e mãe)


"Falar em reprovação escolar ao meu ver envolve muita polêmica! Na Educação Infantil acredito que ela não deva nem ser comentada, pois é impossível rotular crianças que ainda estão construindo seu conhecimento, cada uma dentro do seu próprio ritmo, avançando de acordo! Uma Educação Infantil completa, com professores capacitados, que preparem a criança para o próximo nível é essencial!
Quando digo que a reprovação envolve polêmica, me refiro a atuação do professor... não vou apontá-lo como o culpado pelo fracasso escolar, mas sempre me perguntei qual o envolvimento do profissional de educação?
Já dei aula para todos os níveis de educação, já recebi alunos que chegaram ao 3 ° ano do Fundamental, sem saber ler e escrever, alunos rotulados de incapazes ou com alguma deficiência! Tenho orgulho de dizer que esses alunos conseguiram dar a volta por cima e aprenderam a ler e a escrever! Não foi um trabalho fácil, cheguei a ficar noites sem dormi só pensando em uma maneira diferente para ensiná-los...e consegui!
Preparava atividades diversificadas para eles, colocava-os sentados nas primeiras carteiras (já ouvi muitos colegas dizerem “–Esses daí não aprendem mesmo...não vão atrapalhar minha aula,sentam lá no fundo!”) e ainda ficava com eles na sala de aula até mais tarde, dando reforço escolar.
Do que adiantaria reprovar um aluno com dificuldade se no próximo ano ele visse as mesmas matérias, tivesse os mesmos professores, utilizasse o mesmo material? É preciso despertar a vontade de aprender nas crianças e tentar encontrar quais os motivos das dificuldades enfrentadas.
Antes de reprovar um aluno, o professor deve colocar a mão na consciência e pensar: “O que EU fiz para ajudar?”, ”Quais as estratégias tentei usar para ele avançar?”, “Procurei saber quais foram as suas maiores dificuldades?”;
Eu sou a favor da progressão continuada dentro de um parâmetro de qualidade, com alunos e famílias que respeitem a escola, com profissionais capacitados envolvidos e um apoio escolar (recuperação paralela/reforço) que funcione.
O governo não deveria pensar em números, mas sim em qualidade. Alguns pontos a serem repensados para uma melhoria da educação:
- Poucos alunos em sala de aula (no máximo 25);
- Investimento no professor;
- Contratação de professores recuperadores;
- Parceria escola-família.
Só assim teremos condições pra pensar em Educação Continuada, sem prejuízos ao aluno!"

(Melissa Machado, professora e mãe)
Não seria bom se muitos políticos ouvissem, de verdade, a opinião de quem vive de perto as problemáticas e consequências do nosso ensino atual? Vamos divulgar essas opiniões e alimentar este debate tão relevante e essencial para nosso futuro, para o futuro das crianças, da sociedade, enfim, do mundo inteiro.

Agora, falta a sua opinião! Comente aqui!
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