quarta-feira, 23 de maio de 2012

As facetas do desapego

Muitas ideias de post vêm de comentários que escrevo em outros blogs...

Há tempos visitei o blog Vida Organizada e encontrei um post que falava sobre como achamos difícil começar a nos organizar, e que pequenas atitudes podem fazer diferença como se desapegar, "jogar fora".

Durante anos herdei uma mania do meu pai e da minha avó de guardar coisas "importantes" e que podem ser "úteis". Com isso, acumulei foi coisa, mas papéis sempre foram maioria: cartolina, papel cartão, papel de presente, recortes de revista e jornal, as próprias revistas que assinava, sem contar os livros. Até retalhos de papel eu guardava pensando "posso usar este pedacinho nas minhas artes".

Sim, eu fazia muitas artes em papel. Adorava fazer meus próprios cartões, inventava marcadores de página, decorava capas de caderno... E como isso tudo me fazia bem!

O problema é que com o passar do tempo, já não conseguia me dedicar aos papéis como gostaria. Contudo, continuava acumulando, afinal "um dia poderia precisar".

Enfim, depois que me casei, comecei a me desapegar de muitos itens que guardava. Fui obrigada: não tinha espaço suficiente para armazenar todas as minhas coisas realmente úteis e mais essas que, embora considerasse importante, pensando bem, não eram tão essenciais assim...

Para facilitar o processo, antes de descartar, tomo como primícia: será útil para quê? quando poderei usar? Se não conseguir responder claramente: descarto. E tem dado certo. (OBS.: descartar nem sempre é jogar no lixo, ok?)

Imagem do site sxc.hu
Mas sabe o que é mais legal? Esse exercício de desapego causa um efeito psicológico também. Funciona como uma faxina interna, uma faxina mental e até emocional, às vezes. É um momento em que paramos e refletimos o quanto aquele objeto é realmente necessário, e muitas vezes acabamos pensando na nossa vida...

O quanto aquele rancor guardado pode ser útil para você? Não seria a hora de desapegar e jogá-lo fora?
Quantos outros sentimentos ou situações não poderíamos dispensar?

Quando é o momento de uma mãe se desapegar dos filhos? Nesse caso, desapegar não é sinônimo de jogar fora, mas de deixar ir; enxergar que não são mais dependentes e que querem espaço, querem crescer. Isso é algo que penso desde agora.

Hoje, como mãe, entendo como é difícil para os pais e mães verem os filhos crescerem, amadurecerem e saírem em busca de sua própria história. Entendo porque é complicado e, ao mesmo tempo, importante esta questão do desapego.

Até agora vejo o desapego, de objetos a pessoas, como um exercício e tanto!

E você, acumula muitas coisas? Tem apego exagerado por alguém? Acha que isso pode ser prejudicial? Ou pensa que não tem nada a ver? Vamos conversar! Deixe sua opinião aqui.
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